Alcançando a forma desejada, geralmente pautada pela utilidade, a peça é levada a secar em local fresco e arejado, à sombra, de um dia para outro, ou mais raramente durante vários dias. Uma exposição direta ao sol pode trazer danos à peça, na medida em que a ação do calor não se exerce uniformemente, podendo ocasionar rachaduras.
Com o barro parcialmente seco e com o auxilio de instrumentos como: conchas, pedaços de cabaça, colher de metal, etc., a raspagem é feita na peça a fim de regularizar a superfície e eliminar asperezas. Em seguida é feito o polimento, geralmente com seixos molhados, cacos, palha de milho, sementes, etc., deixando marcas bem visíveis, em alguns casos brilhosa. A esta altura procede-se a decoração plástica da peça. Sobre a argila são feitas incisões, mediante o uso de objetos cortantes, unhas, etc., formando motivos geométricos; ainda são aplicados apêndices como alças, asas, figuras zoomorfas. Uma segunda secagem torna-se necessária para enrijecer a cerâmica, antes de se processar a queima. É freqüente o uso de escoras para evitar deformações.
Para queima, arma-se uma fogueira, cujo tamanho varia em função da peça a ser queimada, em geral usa-se lenha e casca de árvores em arranjo cônico; isto garante uma queima uniforme. As peças grandes são queimadas individualmente e as pequenas em grupo, emborcadas no interior da fogueira. Em alguns casos são apoiadas em trempes (cones cerâmicos, pedras) onde são totalmente envolvidas pelo fogo durante uma ou duas horas. Eventualmente os vasos são revirados de modo a queimar por igual e, dependendo do tempo de exposição ao fogo, podem ficar esbranquiçadas, avermelhadas ou em brasa. Muitas vezes chegam a ficar incandescentes e estas são as mais bem queimadas.

Um comentário:

Adriana disse...

Muito bem! Ficou ótimo. No entanto ficou em aberto a cerâmica marajoara, imprescindível para este tema.

Um abraço,

Adriana.